quinta-feira, 31 de julho de 2014

O evangelho dos evangélicos.

 Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” [Yahushaua]



Estou convencido de que um é o evangelho dos evangélicos, outro é o evangelho do reino de Deus (Yahweh). Registro que uso o termo “evangélico” para me referir à face hegemônica da chamada igreja evangélica, como se apresenta na mídia radiofônica e televisiva (os crentes das denominações criadas por eles).

O evangelho dos evangélicos é estratificado. Tem a base e tem a cúpula. Precisamos falar com muito cuidado da base, o povo simples, fiel e crédulo (EMBORA RECEBAM O QUE BUSCAM). Mas precisamos igualmente discernir e denunciar a cúpula. A base é movida pela ingenuidade, singeleza da fé, mas as vezes pela ganância e pelo materialismo mundano; a cúpula, 96 em 100 das vezes é oportunista, mal intencionada, e age de má fé. A base transita livremente entre o catolicismo, o protestantismo e as religiões afro. A base vai à missa no domingo, faz cirurgia em centro espírita, leva a filha em benzedeira, e pede oração para a tia que é evangélica. Assim é o povo crédulo e religioso. Uma das palavras chave desta estratificação é “clericalismo”: os do palco manipulando os da platéia (nicolaitismo), os auto-instituídos guias espirituais tirando vantagem do povo simples, interesseiro, ignorante e crédulo (no querem crer). A cúpula é pragmática, e aproveita esse imaginário religioso como fator de crescimento da pessoa jurídica, e enriquecimento da pessoa física. 

Outra palavra chave é “sincretismo”. A medir por sua cúpula, a igreja evangélica virou uma mistura de macumba, protestantismo e catolicismo. Tem igreja que se diz evangélica promovendo “marcha do sal”: você atravessa um tapete de sal grosso, sob a bênção dos pastores, e se livra de mal olhado, dívida, e tudo que é tipo de doença. Já vi igreja evangélica distribuir cajado com água do Jordão (i.é, um canudo de bic com água de pia), para quem desejasse ungir o seu negócio. Na maioria delas recebem espíritos crendo que se trata do espírito de Deus (Yahweh)... isto é, o seu business. Lembro de assistir a um programa de TV onde o apresentador prometia que Deus (Yahweh) liberaria a unção da casa própria para quem se tornasse um mantenedor financeiro de sua igreja.

O povo religioso é supersticioso e cheio de crendices. Assim como o Brasil. Somos filhos de portugueses, índios, africanos, e muitos imigrantes de todo canto do planeta. Falar em espíritos na cultura brasileira é normal, crer neles mais ainda. Crescemos cheios de crendices: não se pode passar por baixo de escada; gato preto dá azar; caiu a colher, vem visita mulher, caiu garfo, vem visita homem; e outras tantas idéias sem fundamento. Somos assim, o povo religioso (místico) é assim. Tem professor de universidade federal dando aula com cristal na mão para se energizar enquanto fala de filosofia. E a cúpula evangélica aproveita a onda e pratica um estelionato religioso: oferece uma proposta ritualística que aprisiona, promove a culpa e, principalmente, ilude, porque promete o que não entrega. Aliás, os jornais começam a noticiar que os fiéis estão reivindicando indenizações e processando igrejas por propaganda enganosa.

O evangelho dos evangélicos é estratificado. A base é movida pela ingenuidade e singeleza da fé, e a cúpula é oportunista. A base transita entre o catolicismo, o protestantismo e as religiões afro, e a cúpula é pragmática. A base é cheia de crendices e a cúpula pratica o estelionato religioso.

O evangelho dos evangélicos é mercantilista, de lógica neoliberal. Nasce a partir dos pressupostos capitalistas, como, por exemplo, a supremacia do lucro, a tirania das relações custo/benefício, a ênfase no enriquecimento pessoal, a meritocracia – quem não tem competência não se estabelece. Palavra chave: prosperidade. Desenvolve-se no terreno do egocentrismo, disfarçado no respeito às liberdades individuais. Palavra chave: egoísmo. Promove a desconsideração de toda e qualquer autoridade reguladora dos investimentos privados, onde tudo o que interessa é o lucro e a prosperidade do empreendedor ou investidor. Palavra chave: individualismo. Expande-se a partir da mentalidade de mercado. Tanto dos líderes quanto dos fiéis. Os líderes entram com as técnicas de vendas, as franquias, as pirâmides, o planejamento de faturamento, comissões, marketing, tudo em favor da construção de impérios religiosos. Enquanto os fiéis entram com a busca de produtos e serviços religiosos, estando dispostos inclusive a pagar financeiramente pela sua satisfação (uma operação do tipo toma lá dá cá). Em síntese, a religião na versão evangélica hegemônica é um negócio. O sujeito abre sua micro-empresa religiosa, navega no sincretismo popular, promete mundos e fundos, cria mecanismos de vinculação e amarração simbólicas, utiliza leis da sociologia e da psicologia, e encontra um povo desesperado, que está disposto a pagar caro pelo alívio do seu sofrimento ou pela recompensa da sua ganância.

Em quinto lugar, o evangelho dos evangélicos é mágico. Promove a infantilização em detrimento da maturidade, a dependência em detrimento da emancipação, e a acomodação em detrimento do estudo da Palavra e da entrega total e verdadeira a YHWH. Pra ser evangélico você não precisa amadurecer, não precisa assumir responsabilidades, não precisa agir. Não precisa agregar virtudes ao seu caráter ou ao processo de sua vida (renascer). Primeiro porque Deus (Yahweh) resolve. Segundo porque se Deus (Yahweh) não resolver, o "bispo" ou o "apóstolo" resolvem. Observe a expressão: “Estou liberando a unção”. Pensando como isso pode funcionar, imaginei que seria algo como o "apóstolo" (enviado por si mesmo) ou "bispo" dizendo ao espírito santo: “Não faça nada por enquanto, eles não contribuíram ainda, e eu não vou liberar a unção”.

Existe, por exemplo, a unção da superação da crise doméstica. Como isso pode acontecer? A pessoa passa trinta anos arrebentando com o seu casamento, e basta se colocar sob as mãos ungidas do "apóstolo", que libera a unção, e o casamento se resolve. Quem não quer isso? Mágica pura. O sujeito é mau-caráter, incompetente para gerenciar o seu negócio, e não gosta de trabalhar. Mas basta ir ao culto, dar uma boa oferta financeira, e levar para casa um vidrinho de óleo de cozinha para ungir a empresa e resolver todos os problemas financeiros. Essa postura de não assumir responsabilidades, de não agir com caráter, e esperar que o "apóstolo" ou "bispo" liberem a unção tem mais a ver com pensamento mágico do que com fé.

Em sexto lugar, o evangelho dos evangélicos tem espírito fundamentalista. Peço licença para citar Frei Beto: “O fundamentalismo interpreta e aplica literalmente os textos bíblicos, não sabe que a linguagem simbólica da Bíblia, rica em metáforas, recorre a lendas e mitos para traduzir o ensinamento religioso.” O espírito fundamentalista é literalista, e o mais grave é que o espírito fundamentalista se julga o portador da verdade, não admite críticas, considerações ou contribuições mesmo que essas venham da Palavra de Deus (Yahweh), preferem prosseguir com seus dogmas e mentiras. Quem tem o espírito fundamentalista não dialoga, pois considera infiéis, heréticos, ou, na melhor das hipóteses, equivocados sinceros, todos os que não concordam com seus postulados, que não são do mesmo time, e não têm a mesma etiqueta (que geralmente vem do romanismo). Quem tem o espírito fundamentalista se considera paradigma universal. Dialoga por gentileza, não por interesse em aprender. Ouve para munir-se de mais argumentos contra o interlocutor. Finge-se de tolerante para reforçar sua convicção de que o outro merece ser queimado nas fogueiras da inquisição. Está convencido de que só sua verdade há de prevalecer. (Não deixa o espírito de Deus lhe ensinar, prefere crer no que aprendeu nas faculdades de teologia, ou nas cartilhas da denominação criada por homens a que pertence).

Por causa do espírito fundamentalista (no sentido aqui colocado, pois ser fundamentalista no sentido de seguir os fundamentos bíblicos como nos são apresentados e ensinados pelo espírito de Deus é uma benção), o evangelho dos evangélicos é sectário, intolerante, altamente desconectado da realidade da Palavra de Deus-Yahweh- (assim como os que estão na igreja que é a sua mãe crêem mais em dogmas e tradições romanistas do que na Palavra de Deus-Yahweh-) . O evangelho dos que têm o espírito do fundamentalismo ignorante e humano é dogmático, hermético, fechado a influências, e, portanto, é burro e incoerente.

Em sétimo lugar, o evangelho dos evangélicos é um simulacro. Simulacro é a fotografia mais bonita que o sanduíche. Não me iludo, o evangelho dos evangélicos é mais bonito na televisão do que na vida. As promessas dos líderes espirituais são mais garantidas pela sua prepotência do que pela sua fé. Temos muitos falsos profetas na igreja evangélica. Os testemunhos dos abençoados são mais espetaculares do que a realidade dos cristãos comuns. De vez em quando (isso faz parte da dimensão masoquista da minha personalidade) fico assistindo estes programas, e penso que é jogada de marketing, testemunho falso. Mas o fato é que podem ser testemunhos por amostragem. Isto é, entre os muitos que faliram, há sempre dois ou três que deram certo. O testemunho é vendido como regra, mas na verdade é apenas exceção. A aparência de integridade dos líderes espirituais é mais convincente na TV e no rádio do que na realidade de suas negociatas. A igreja evangélica esta envolvida nos boatos com tráfico de armas, lavagem de dinheiro, acordos políticos, vendas de igrejas e rebanhos, imoralidade sexual, falsificação de testemunho, inadimplência, calotes, corrupção, venda de votos.

A integridade do palco é mais atraente do que a integridade na vida. A fé expressa no palco, e nas celebrações coletivas é mais triunfante, do que a fé vivida no dia a dia. Os ideais éticos, e os princípios de vida são mais vivos nos guias de estudos bíblicos e sermões do que nas experiências cotidianas dos fiéis e líderes (não existe conversão verdadeira). Os gabinetes pastorais que o digam: no ambiente reservado ao aconselhamento espiritual a verdade mostra sua cara.

Estratificado, mágico, mercantilista, fundamentalista, e simulacro. Eis o evangelho dos “evangélicos”.

Artigo de: René Kivitz, com alguns adendos e subtrações que creio se fizeram necessárias... pois o autor é evangélico e embora já esteja enxergando o erro em que se encontram, acabou por não ser totalmente sincero quanto à verdadeira condição dessas "igrejas"... numa tentativa de dizer nas entrelinhas que algumas se salvam...

 (Pres. Sérgio)


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Um Breve Artigo Sobre o Tema Reincarnação.


Tal como muitos outros erros doutrinais que circulam no mundo desde há séculos e, sobretudo nas religiões originadas no Oriente, como o Hinduísmo, o Budismo ou o Taoismo e muitas outras filosofias humanas envolvendo cânticos, recitação de “mantras”, meditação transcendental e práticas de ioga nas suas várias modalidades, também a doutrina da reencarnação contamina cada vez mais o espírito das pessoas que andam em trevas, as quais se deixam “prender”, até irremediavelmente.(...)

Estas manifestações “espirituais” têm sido cultivadas ao longo de muitos séculos em regiões bem específicas do mundo, com maior incidência nos povos do Extremo Oriente. Porém, tais manifestações e crenças têm-se espalhado cada vez mais nos nossos dias devido às atuais facilidades dos meios de comunicação, disseminando-se por toda a parte a uma velocidade incrível. O ser humano aceita com maior facilidade a mentira do que a Verdade do Yahweh Eterno.

Muitas destas crenças estão baseadas em filosofias segundo as quais existe um processo contínuo de reaparecimento do ser humano nesta vida, o qual pode ir avançando para estágios mais elevados de aperfeiçoamento até atingir a “perfeição” ou, pelo contrário, regredir nesse processo e, sempre em função do que esse ser humano tiver sido capaz de realizar através das suas obras em cada uma dessas “vidas”. Admitem até que o ser humano pode regredir para formas de animais irracionais.

Gostaríamos de afirmar desde já a nossa certeza, com base no ensinamento das Sagradas Escrituras, a Bíblia, que tais crenças são diabólicas e existem para confundir o homem e afastá-lo do Deus Criador, Senhor YHWH, e da Sua salvação através do Filho Yeohushua, o Messias, o único que pode operar em nós, um dia, essa perfeição que o homem sincero e arrependido deseja alcançar.

Estas crenças só podem ser “reconfortantes” para aqueles que não conhecem a Verdade que O Yahweh de Israel vem oferecendo ao homem através dos Seus servos, os profetas e, nos últimos dias pelo Filho, Nosso Senhor Yeohushua

E porque razão se afirma que são “reconfortantes”? Porque deixam uma esperança (embora falsa) no coração daqueles que se deixam convencer que, após a sua morte, mesmo tendo errado na presente vida, têm sempre oportunidades futuras de voltar à vida e prosseguir a via do aperfeiçoamento através das obras carnais.

Esta é uma mentira descarada que Satanás introduziu no mundo e em que milhões de almas acreditam. Por este processo, Satanás consegue desviar muitos da Verdade e do Altíssimo…semeando no coração do homem uma semente adulterada, como é seu apanágio (qualidade característica).

Mas, não é somente Satanás que pode ser considerado culpado de tamanha mentira, pois o homem é responsável por escolher entre dois caminhos: o da verdade e da vida que YHWH propõe ao homem desde o princípio ou o da mentira e do desprezo pelas instruções de YHWH que conduzirá à morte eterna. Cada ser humano tem que prestar contas a Yahweh das escolhas que fizer na sua vida. Apesar de O Alto e Sublime chamar o ser humano para o caminho da Vida que está no Messias Yeshua, este prossegue no seu caminho de auto-suficiência que o há-de conduzir à destruição: Deuteronómio 30:15, 19 – “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal;…Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.


Jeremias 2:12-13 – “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz YHWH. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas”. Ou seja, YHWH viu o povo que Ele escolheu abandoná-Lo e viu que criaram para si preceitos e tradições humanas (as cisternas rotas que não retêm águas) aos quais se agarraram, deixando os Seus preceitos eternos. Os povos decidiram ir após outros “deuses” e viraram as costas ao Senhor da Vida. Preferem acreditar na loucura humana que lhes diz que têm várias hipóteses de se irem aperfeiçoando ao longo de sucessivas encarnações. Que loucos. Estão espiritualmente cegos.

Outro aspecto sobre o qual se baseia esta mentira tem a ver com a afirmação que está subjacente à ideia do homem ser capaz, pelos seus próprios meios de assegurar a sua salvação, prescindindo, por isso mesmo, do sacrifício do Filho de YHWH. Assim, é como se não precisassem de Yahu'l e do sacrifício do Filho de Yahu'l para nada. O sangue de Yeohushua não tem qualquer poder neste tipo de “religião” e na vida dos homens que seguem estas doutrinas.

Infelizmente, algumas igrejas que se apelidam de cristãs, nomeadamente a católico romana, a igreja ortodoxa do Oriente e os Mórmons, lançaram igualmente à terra a semente adulterada da “imortalidade da alma”, o que leva muitos a acreditar que a alma dos que morrem anda por aí a pairar (o mesmo princípio do espiritismo) ou que está “vivendo” num lugar que o homem não consegue identificar muito bem, podendo, até, haver processos de ganhar a salvação para os que já morreram através da celebração de missas e de dádivas para essa igreja apóstata, para que a alma do falecido possa ascender a uma condição mais elevada.

Esta falsa doutrina afasta ainda a ideia que o homem tem que se submeter ao julgamento de YHWH e, em função da sentença, poder ser destruído para sempre pois admite que o mesmo volta a renascer para uma nova oportunidade e aperfeiçoamento humanos. Não é isto que a Palavra de Yahu'l nos ensina. Paulo diz-nos também em 2.Coríntios 5:10 – “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Yahushuua, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. E em Romanos 14:12 diz-nos: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Yahu'l”. As palavras de Yeohushua são também elucidativas do que há-de suceder neste julgamento: Mateus 25:32-34, 41 – “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”…vers. 41 – “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.

Como vemos, não existe a mínima alusão bíblica a que o homem viva várias vidas em sucessivas fases de aperfeiçoamento, porque essa é uma doutrina diabólica para desviar o homem do próprio YHWH e do Seu Ungido Yeohushua. A única alusão bíblica sobre o reviver daqueles que desceram ao pó é a que está relacionada com o julgamento do Messias, perante cujo tribunal todos terão que comparecer e em que só duas sentenças serão admissíveis:

• Os que se salvarão e que irão viver eternamente com YHWH (Mateus 25:34 – “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”); sobre estes não terá poder a segunda morte; e
• Os que serão condenados e que terão de enfrentar a segunda morte, a morte eterna, a destruição final: Apocalipse 20:15 – “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.

Muitas promessas existem em relação aos que se hão-de salvar através do sacrifício de Yeohushua e da santificação dos que crêem, nos caminhos de YHWH. Mas, em relação aos que hão-de perecer, a Palavra de Yeohushua diz-nos: Mateus 13:41-42 – “Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade [transgressão da Lei de YHWH]. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Esta é a segunda morte, definitiva, do ser humano que vier a ser considerado ímpio, rebelde. Todo o ser humano que se revelar espiritualmente inútil nesta vida está destinado à completa destruição e dele não haverá mais memória. É isto que a Palavra de YHWH nos ensina e não qualquer sistema de sucessivas reincarnações com progressão ou regressão da condição espiritual e física do ser humano. Da mesma maneira que Yahu'l colocou dois caminhos perante o ser humano, o caminho da vida e o da morte, assim será na sentença final que será ditada pelo tribunal do Messias (não haverá apelo ou 2ª instância neste julgamento): a vida ou a morte eternas. Através da revelação do próprio Senhor Yeohushua, ficamos a saber que, tal como foram colocados dois caminhos perante o homem, o da vida eterna e o da morte eterna, também, no julgamento haverá os que passam para a vida eterna (aqueles cujo nome esteja inscrito no Livro da Vida) e os que serão destruídos para sempre. A escolha pertence só ao homem, HOJE. 

O caminho da vida alcança-se pela fé no Messias e pela obediência (santificação) à Lei de YHWH e o da morte pela rebeldia e desprezo da vontade de Deus, i.e. sendo desobediente e voltando as costas à vontade do Deus Altíssimo.

Quantos “religiosos” dos nossos dias e nas muitas congregações “cristãs” dizem seguir ao Messias, mas não fazem o que ele lhes manda? Demasiados! O julgamento de Yahweh é referido em muitas passagens; exemplo: Apocalipse 20:12 – “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Yahweh, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”.  Não há neste plano de YHWH estágios de vidas intermédias para aperfeiçoamento ou regressão da condição de vida em que antes o ser humano viveu. Isso é uma mentira diabólica em que muitos infelizmente acreditam, para sua própria condenação e destruição.

Relembremos as palavras de Paulo na carta aos: Romanos 2:5-10 – “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Yahweh; o qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem [os que andam segundo a Lei], procuram glória, honra e incorrupção; mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade [à Lei] e obedientes à iniquidade [igual a pecado, igual a ausência de Lei ou transgressão da Lei/Torá de Yahweh]; tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego; glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego”.

Porque é que as palavras de YHWH condenam o ser humano? Será porque este Lhe é obediente e O busca? Não. Yahweh condena o ser humano porque este busca para si caminhos e doutrinas que negam a Verdade e o Poder do Altíssimo na sua vida! 

E de forma muito breve pudemos analisar os dois únicos caminhos que YHWH propôs ao homem desde o princípio da Criação: a vida (eterna, por Seu Filho Yeohusha) ou a morte (destruição eterna). Tudo o que sai fora desta proposta de YHWH é engano de homens que são guiados pelo espírito de Satanás, o adversário de Yahu'l e do próprio homem. Satanás sempre procurou destruir todo o plano de salvação do homem e arrastá-lo consigo para a destruição. E pode dizer-se que o tem conseguido, pois só um remanescente é que se há-de salvar: Romanos 9:27 – “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”. Apocalipse 12:17 – “E o dragão [Satanás] irou-se contra a mulhere foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de YHWH, e têm o testemunho de Yahushua”. Este remanescente fiel é composto pelos que “guardam os mandamentos de Yahu'l, e têm o testemunho de Yahushua”. Não nos deixemos pois enganar com doutrinas do diabo e filosofias de homens descrentes.
AlleluYAH

Vitor Quinta

Meus agradecimento mais uma vez ao irmão e presb. Sérgio

domingo, 27 de julho de 2014

Transexual é ordenada como pastora


A Calvary Baptist Church, em Washington ordenou recentemente a transexual Allyson Robinson para o ministério evangélico. Allyson, anteriormente era conhecida como Daniel Robinson, participou do Seminário Teológico George W. Truett e já havia pastoreado uma igreja no Texas como um homem.
Segundo a Associated Baptist Press, Robinson começou a atuar no pastoreio da Calvary Baptist Church no dia 23 de junho. Em uma convocação temporária, ela deve ajudar nas pregações, aconselhamento, e outros deveres pastorais juntamente com os diáconos.
A ordenação de Robinson se deu no dia 15 de junho, e foi oficializada antes da partida do pastor Amy Butler para se tornar ministro sênior da histórica e progressista Igreja Riverside, em Nova York.
- Allyson Dylan Robinson é uma ministra do evangelho, treinada para a tarefa, e ordenada ao ministério evangélico por outra comunidade em que ela já havia servido. (…) Ao longo de sua jornada, Deus (?) convidou-a a entrar no testemunho fiel de uma nova identidade, uma identidade verdadeira, e um novo nome – disse Butler.
- Embora nós sempre a conhecemos como Allyson, ela foi ordenado com um nome diferente – completou o pastor.
Robinson é ativista dos direitos LGBT e já trabalhou no passado para a Campanha de Direitos Humanos e como diretor-executivo da OutServe, uma rede de gays nas forças armadas. Ela tem experiência anterior no ministério pastoral, incluindo cinco anos na Igreja Batista em Portugal e como pastor da Meadow Oaks Baptist Church, em Temple, Texas, enquanto estudava no Seminário Truett entre 2005 e 2007.
Graduado em 1994 na Academia Militar dos Estados Unidos em West Point, Robinson foi contratado como um oficial do exército. Então conhecido como Daniel Robinson, ele comandou as unidades de mísseis Patriot na Europa e no Oriente Médio, serviu como instrutor/avaliador sênior para a OTAN e foi um conselheiro para as forças armadas da Arábia Saudita, Kuwait e Qatar.
Ela renunciou seu trabalho militar em 1999 para seguir uma vocação para o ministério cristão. Matriculou-se em Truett com a intenção de continuar no ministério como um homem cristão, mas seus primeiros semestres acabaram se tornando uma busca interior em torno das questões de identidade de gênero que o tinha assombrado desde a infância.
Robinson chegou a pensar em suicídio, e então começou a fazer terapia. Então, ele revelou aos seus entes queridos sobre o seu desejo de viver como uma mulher, mas adiou a revelação pública dessa sua nova identidade até sua formatura no Truett em dezembro de 2007, por causa das políticas da universidade sobre a homossexualidade.
Eva Powell, presidente da comissão de pessoal da Calvary Baptist Church afirma que a decisão do conselho de liderança da igreja para selecionar Robinson como pastora foi unânime e um indicativo da longa tradição da congregação de se esforçar “para nos abrir para o movimento do Espírito de Deus (?) em nossas vidas individuais e da vida de nossa comunidade”.

Tema de hoje: Heresias, o que é afinal?

O que se entende como uma heresia?

Parece-me importante saber definir este termo para poder entender quanto mau e prejudicial pode chegar a ser a existência desse tipo de manifestações dentro de uma comunidade especial como é uma congregação local. Heresia segundo o site WIKIPEDIA é: Heresia (do latim haerĕsis, por sua vez do grego αἵρεσις, "escolha") é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema religioso que pressuponha um sistema doutrinal organizado, ortodoxo. Podemos entender então que “uma heresia” são todos os desvios que em matéria de doutrina ou fé se manifestam dentro de um determinado grupo, geralmente religioso. Quando alguém muda, desvirtua, ou perverte os princípios e bases originais de crença do mesmo. Por tanto não podemos ver como heresia os ensinos contrários que podem surgir em outros grupos alheios àquele de que se está falando.

     Temos de recordar que a congregação, aquela que Yahushua, o Mashiach, reformulou e estabeleceu por meio de seu santo sacrifício no madeiro, desde o tempo em que foi restabelecida tem uma estrutura doutrinal bem definida. O Mashiach mesmo deu esses ensinos aos seus seguidores que se encarregaram de os propagarem entre todos os novos discípulos, à medida que esses iam ingressando ao grupo de convertidos (as congregações locais). Esses ensinos em conjunto formaram a base doutrinal desse grupo de escolhidos. Quando as congregações se espalharam e se estenderam por muitas partes do mundo antigo os convertidos levaram a doutrina que haviam recebido para continuar a obra do Mashiach (Atos 8:4); eles levaram sempre a mesma doutrina que haviam recebido, como o Mashiach havia indicado (1Coríntios 11:23; 15:1-3). Foi somente após algum tempo que começaram a aparecer ensinos diferentes, contrários a doutrina original aparecendo assim um evangelho pervertido. Ao conhecer a definição acima alguém poderia pensar: Mas é possível que em uma instituição de origem divina como as congregações de UL poderia haver esse tipo de problemas? Mas sim, isso é assim. Mas seria então essa a verdadeira congregação? Na verdade, para muitas pessoas, quando veem que algum dos pregadores da congregação caem em um erro pensam logo que “essa não pode ser a congregação verdadeira”. Porque X ou Y não falam de acordo ou não estão nessa verdade. Mas é bom que todo aquele que estuda ou lê a Palavra de Elohim leve em conta o que esta nos diz e adverte, para que com entendimento possa discernir o que vê.

Uma advertência muito importante do Mashiach   


  O Mashiach Yahushua, em uma ocasião deu este ensino aos seus seguidores, por meio de uma parábola, aquela conhecida como a parábola do Joio (Mateus 13: 24-30). Nela o Messias disse que esse reino “é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo”. Na parábola está fazendo alusão a obra que Ele estava fazendo entre os homens (Mateus 13:36-38). Essa obra que traria como resultado a aparição dos “filhos do reino”. Porém depois que esse homem havia semeado a boa semente, seus servos dormiram e “um inimigo veio e semeou a má semente nesse mesmo campo”. Na explicação que o Mashiach deu acerca de seu ensino ele nos disse: o joio é o produto dessa má semente [o contrário da boa semente semeada por ele], o joio é uma semente ou ensino que trás como resultado uma conduta equivocada entre os homens, a conduta do pecado e da maldade. (Mateus13:41). A parábola também diz que os servos do homem que semeou a boa semente lhe perguntaram se deviam arrancar da terra a erva produzida pela má semente, mas ele disse que não o fizessem, mas que deixassem crescer juntamente com a boa até o fim dos tempos, quando chegar o tempo da colheita. Com isto o Mashiach estava ensinando aos seus discípulos a realidade que eles haviam de ver no mundo em tempos posteriores. O que também os ensinaria em outra ocasião. No capítulo 24 de Mateus, quando lhe perguntaram a cerca dos sinais que ele lhes poderia dar sobre o tempo de seu retorno a Terra, lhes disse que tivessem muito cuidado porque se levantariam muitos falsos profetas (Mateus 24:4-5,11,23,24). Esses falsos profetas ou pregadores, não somente enganariam as pessoas do mundo [os do mundo já vivem em engano], mas também os escolhidos seriam o alvo do diabo, quer dizer, a Israel de YHWH. Esses que receberiam a palavra do engano são representados como o joio da parábola anteriormente citada.

     Porém o engano e os enganadores não podem ser evitados, é necessário que estejam aqui, porque assim como diz a parábola, se fossemos retirar o joio poderíamos danificar a boa semente, entendemos que na parábola o joio tem certa utilidade. O ministro Paulo disse alguns anos mais tarde: “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós”. [1Coríntios 11:19].

A aparição da doutrina falsa ou joio    


      Nos dias do ministro Paulo já havia esse tipo de problema nas congregações locais e com certeza eram aquelas as verdadeiras congregações de UL. O ministro nos garante através de seus escritos que apesar de todos os problemas que apresentasse alguma congregação, a de Corinto em particular, essa era também parte da Israel de YHWH. Existia entre eles alguns problemas de divórcio, poderia haver também algum quanto a maneira de crer, um assunto de fé. Porém isso não fazia com que essa não fosse uma congregação verdadeira, porque para ela ele estava escrevendo sua carta, para que aquelas diferenças fossem corrigidas. E se não se corrigissem seriam tidos como joio. O mesmo ministro advertiu também aos discípulos sobre essa realidade. Em sua dissertação do capítulo 20 do livro dos Atos dos apóstolos, onde exortando a um grupo de presbíteros, lhes admoestou que tivessem cuidado com a doutrina que ensinavam, porque logo se infiltrariam entre eles homens perversos, e dentre eles mesmos se levantariam alguns que ensinariam doutrinas contrárias, para levar os discípulos para fora da congregação (Atos 20: 28-31). Era importante que os irmãos estivessem prevenidos contra tais riscos? É óbvio que sim, pois tanto o Mashiach como o ministro Paulo e também Pedro e João o dizem.        

Algumas heresias nos tempos apostólicos


    Nos dias dos apóstolos existiram heresias as quais eles tiveram que combater para evitar que se propagassem e colocaram-se a evitar que o mal se espalhasse. O caso que ocorreu na Galácia e em alguns outros lugares foi a pretensão de alguns “irmãos” judeus que queriam que os não judeus fossem circuncidados, para que pudessem ser reconhecidos dentro da comunidade dos salvos (Atos 15:1). Paulo lutou arduamente conta essa heresia ensinando nas congregações que esse rito não poderia ser parte das práticas do convertido, pois é contrário a realidade do caminho (Gálatas 5:1-5).   

     Outra heresia que Paulo combateu foi “o caso da ressurreição”. Alguns “irmãos” andavam ensinando que: “a ressurreição já ocorrera, e que o convertido já não tinha que esperar uma ressurreição do corpo [eles entendiam a ressurreição num sentido espiritual] (1Timóteo 1:19,20; 2Timóteo 2:16-18). Também existiram outros desvios, como o caso que menciona o apóstolo João: “alguns ensinavam que a presença do Mashiach na terra não havia sido em carne”. Quer dizer, que o Mashiach de UL não tinha nascido como homem, como ser humano. Aquela velha doutrina praticada por gente que antes havia seguido filosofias dos gregos, que cria que o Mashiach de UL somente aparentava ser um homem, porem na realidade não o era. Podemos dizer que ainda hoje perdura alguma coisa dessa crença, quando alguns creem e pregam que Yahushua além de ser homem também era um deus ou ainda o próprio deus. O apóstolo João disse que esse ensino é do espírito do anticristo (1João 4:1-4). João disse que devemos provar os espíritos se são de UL ou não.

     Estas foram algumas das manifestações das heresias daqueles dias. Porém não as únicas, no capítulo 2 de Apocalipse se fala de um terrível mal que começou a aparecer nos tempos finais daquele século: 1) A contaminação dos irmãos com os ídolos (Apocalipse 2:14,20). Desta doutrina hoje está refém a cristandade, com sua ampla gama de celebrações pagãs com uma tênue casca de biblicismo, as que se praticam continuamente de forma generalizada são os resultado da obra da Jezabel mencionada na mensagem do apocalipse para aqueles dias, porém também para os dias de hoje, pois o perigo de contaminação segue presente. Muitos dos ídolos antigos seguem sendo honrados pela cristandade, através de festividades, e quando não há firmeza de fé, acabam sendo consumidos sem cuidado algum. Um grande exemplo disso é a festa pagã do natal. 2) Nicolaitismo.

Há Heresias também em nossos dias?


    A resposta do Mashiach a essa pergunta de seus discípulos em Mateus 24 inclui também o tempo do fim. Porque a heresia não foi só o que se viu naqueles dias quando os apóstolos “já haviam partido” (Atos 20:29), se não também as que viriam nos dias anteriores ao regresso do Messias. Naqueles dias ouve apenas alguns brotos de doutrinas falsas, como advertiu o ministro Paulo: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça do Messias para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho do Messias” [Gálatas 1:6,7]. Porém ali mesmo o ministro fez uma advertência muito importante para os verdadeiros discípulos: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. [Gálatas 1:8]. O verdadeiro seguidor do Mashiach há de fechar seus olhos aos ensinos contrários aos da Palavra de YHWH.

     Mas o aparecimento de crenças heréticas não significa que as congregações autênticas permaneçam indiferentes, que suportem, apoiem ou consintam em seu ceio a existência dessas crenças contrárias e equivocadas. Mas deve sim demonstrá-las como erro, corrigi-las e apartar-se daqueles que caem em erro. Quem for surpreendido por esses falsos mestres deve reconhecer seu erro e corrigir-se, pois se não o faz se verá fora da Israel de YHWH, ele o retirará de entre os seus. Hoje em dia, os filhos do reino devem se identificar plenamente com a verdade e não confundir-se com os filhos do mal, de outra maneira o Mashiach não haveria feito advertência nenhuma. Ele disse que aqueles que são fruto do mau ensino são filhos do mal.
    
 Hoje parece que o inimigo está muito ocupado em fazer que essa má semente brote dentro das congregações locais (1Pedro 5:8). Que os discípulos verdadeiros se veem cercados por práticas e crenças que os desviam para o pecado, a levar uma vida de libertinagem ou carnalidade, contraria a vontade de UL (Romanos 8:5-8). O ministro Paulo disse que “tendo aparência de piedade”, levariam uma vida cheia de pecado e impiedade (2Timóteo 3:5); homens que seguindo o espírito do erro e ensinos de demônios assim estariam: “Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”. [1Timóteo 4:1,2].

     Por isso é necessário que o discípulo hoje leve muito em conta todas as advertências escritas na Palavra de YHWH, pois elas não foram só para aqueles dias em que foram escritas, foram ditas pelo Mashiach, ou por alguns de seus apóstolos, a admoestação vem do Mashiach. A palavra do Messias é: “Seja anátema”, “a estes evita”, “olhe por vós e por todo o rebanho...”.

Quanto interesse do Mashiach pelos seus!



   Ele não economizou admoestações para seus seguidores, o discípulo deve tomá-las em conta para não perder-se. Para que não seja enganado pelo diabo, que é mentiroso (João 8:44), sua especialidade é o engano, a falsidade. Engana com coisas aparentes, como se essas fossem a realidade. Porém os seguidores de Yahushua têm que ser como seu Mashiach, capazes de identificar o diabo para expulsá-lo. Tem de identificar os ensinos falsos e rechaçá-los, venham de quem vier, mesmo que dos apóstolos, ou daqueles que se tem visto como os grandes mestres nas congregações.

     Porém, também com essas advertências, tem de tomar-se conta para não rechaçar a congregação. Que não se pense que se nela vermos alguma falha, algum mau pregador, uma publicação equivocada, que a congregação verdadeira não existe. Rechacemos ao mau pregador, evitemos seus ensinos equivocados, porém não rechacemos a congregação. Rechaçar a congregação é muito perigoso porque esta é a obra preciosa de UL. Rechaçar a congregação é rechaçar ao Eterno.   

O perigo de cair na heresia

     Quando o discípulo é descuidado não pensa no grande risco em que se põe ao dar ouvidos a ensinos errados que geralmente são introduzidos por um “irmão”, ou por um de “nossos presbíteros ou instrutores da congregação”, de outra maneira não seria uma heresia. Esse discípulo descuidado não entende que esse desvio, que a ele parece insignificante, é o princípio da apostasia. Como aconteceu nos primeiros anos do caminho. Aquelas doutrinas que começaram a aparecer, e que foram recebidas por muitos, que descuidadamente foram aceitas e praticadas e rapidamente levaram aqueles a “grande apostasia”. Então para Roma foi muito fácil impor suas condições a esse grupo numeroso sem uma fé firme. Hoje o perigo segue sendo o mesmo. Satanás segue usando suas mesmas estratégias: o engano, a falsidade, a aparência. Usa a mesma Escritura para confundir os escolhidos. E com sua falsidade os aparta de YHWH. Yahushua, o Mashiach não é o Senhor de todos os humanos, sendo que todos deveriam servi-lo. Ele é o Senhor daqueles que pela graça divina são levados até ele por YHWH (1Coríntios 12:1-3), aqueles que de todo coração estão dispostos a obedecer e a servir a YHWH assim como ele próprio o fez.

     Ele advertiu que somente aqueles que fazem a sua vontade e a vontade de Seu Pai podem ser tidos como seus servos. Que são eles que podem ser bem-vindos ao Reino de UL, quando este for estabelecido na terra (Mateus 7:21-23; Lucas 6:46). O mandamento do Mashiach é muito claro, ele ordenou aos seus seguidores: “ide... fazei discípulos, em meu nome... ensinando-os que guardem todas as coisas que os tenho mandado” (Mateus 28: 19,20; Atos 2:38). Para ser um discípulo é necessário aprender a guardar tudo o que ele mandou, não mais, nem outra coisa. O que é fora disso deve ser tomado como heresia.

Presbítero Sérgio

sábado, 26 de julho de 2014

Igreja Renascer realiza micareta gospel em SP e cobrará ingressos.

O evento terá apresentações de axé, samba, pop, rap e música eletrônica.

         A Igreja Renascer em Cristo vai realizar no dia 1º de agosto a segunda “Moocareta”, uma micareta gospel que terá a divulgação da campanha “Sou Careta Drogas Bah!” que combate o uso de drogas.

O evento seguirá os moldes das micaretas tradicionais que são festas indoor, chamadas também de carnaval fora de época. O Moocareta vai acontecer na sede da Igreja Renascer que fica no bairro da Mooca, em São Paulo, e deve atrair cerca de 2.500 jovens, segundo a expectativa dos organizadores.

Para esta festa,segundo a reportagem estarão confirmadas as apresentações de algumas bandas famosas do meio gospel. Será com grupos de ritmos diferentes, mas com canções evangelísticas que servirão para entreter os evangélicos e levar a mensagem de Cristo para quem ainda não conhece a Palavra.

A Renascer estará preparando um mega estrutura de som e iluminação e ainda oferecerá uma praça de alimentação, ambulatório e estacionamento para os participantes do evento.

E o mais curioso na notícia, foi que, a  entrada no Moocareta custará R$ 20,00 e que os ingressos estão sendo vendidos em todas as igrejas (?) Renascer na cidade de São Paulo.        (A Notícia postada por Leiliane Roberta Lopes)

O “evangelho ostentação” Por Ângelo dos Santos Monteiro


Recentemente (2009 a 2010) surgiu no Brasil um novo estilo musical popular que a cada dia ganha mais expressão, chamado Funk Ostentação, onde seus intérpretes e representantes não somente “catam”ao ritmo de frenéticas batidas eletrônicas, mas trazem como característica deste novo estilo musical a ostentação de objetos de alto valor (mesmo que sejam imitações baratas) como relógios, pulseiras, correntes, roupas, etc. Não obstante toda ostentação, as músicas são desprovidas de qualquer valor cultural, e em contra partida, são recheadas de conteúdo impróprio, como sensualidade, apologia ao crime, luxuria, ostentação financeira, etc. Enfim, oferecem aquilo que as massas que lhes acompanham querem ouvir ao ponto de serem contagiadas a curtirem aquilo que estão a lhes oferecer.

No mundo evangélico as coisas não andam muito diferentes. Os púlpitos viraram lugar de ostentação e o povo, massa de manobra sob o poder persuasivo de “pregadores” que manipulam seus ouvintes sob o timbre rouco e distorcido de suas potentes e frenéticas cordas vocais.
Quanto menos conteúdo bíblico, mais ostentação: relógios grandes e reluzentes daqueles que dariam para ficar pendurados tranquilamente na parede de casa; ternos tão reluzentes que serviriam como sinalizadores de trânsito; anel nos dedos do “tamanho de um relógio” para ostentar uma suposta formação teológica, porém, tais “pregadores” nunca sentaram nos bancos acadêmicos para fazer jus ao que usam nos dedos, inclusive, frequentemente em sua própria defesa discursam contra a ética e a teologia objetivando tão somente esconder sua negligência e vergonha pertinente a falta de conteúdo bíblico (2 Timóteo 2.15).
Mas não para por aí; eles geralmente carregam nas mãos mega-bíblias que são quase do tamanho de uma mala de viagem (cabem tranquilamente ali dentro algumas toalhas de rosto [bordadas com o nome próprio] que substituem os lenços) e seus perfis nas redes sociais sempre trazem prefixos antes de seu nome próprio, tais como: Conferencista fulano de tal, Pregador, Preletor Ungido, Missionário , Grande Homem de Deus (Yahu'l)…, Ungido do Senhor…, etc.
Enfim, este não é o sentimento e a moral que permeia o Evangelho, o verdadeiro Evangelho. Estamos vivendo tempos de equívoco; colocamos pessoas no centro e Yaahu'l na periferia, ao menos, esse é o reflexo das mais esquisitas práticas cristãs e religiosas. Muitos cultos já perderam o significado e a essência, e o Evangelho para muitos virou oportunidade de negócio, marcado da fé e trampolim de oportunidades. Como já frisado anteriormente este não é o sentimento que permeia o Evangelho, logo, não condiz com o que ensinou o Pregador por Excelência – Yahushua – o qual tinha todas as condições necessárias para ostentar quem de fato ele foi, contudo, “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana , a si mesmo se humilhou , tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2.7,8).
Precisamos urgentemente conscientizar as pessoas que o Evangelho de Yahushua é totalmente distinto disto que estão a vivenciar. Enfim, precisamos deixar o “eVANGELHO  OSTENTAÇÃO”, e porque não dizer. o “eVANGELHO DOS HOLOFOTES” e voltarmos ao simples, porém profundo, “Evangelho da Cruz”!
Fraternalmente em Cristo (Yahushua),
Ângelo dos Santos Monteiro

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Edir Macedo se compara ao patriarca Abraão: “Olhei para as estrelas para ter a mesma visão”


O Templo de Salomão da Igreja Universal do Reino de Deus já teve iniciada sua temporada de festas de inauguração, e a primeira reunião foi realizada no último sábado, 19 de julho.
Usando kipá e talit, acessórios ritualísticos do judaísmo que representam o temor a Deus, o bispo Edir Macedo fez uma prece na abertura da reunião, e durante sua fala, se comparou a Abraão, dizendo que um dia também olhou para as estrelas para ter a mesma visão” que o patriarca bíblico.
“E hoje, os meus olhos podem contemplar milhares e milhares de pastores, homens de Deus, servos teus, espalhados por todo o mundo, pregando a tua palavra, evangelizando e ganhando almas, tudo porque o Senhor Espírito Santo é o nosso Deus, é o nosso guia, é o nosso Senhor. E no momento oportuno, no momento certo, o Senhor começou a gerar filhos teus. Tornamo-nos como Sara… geramos o primeiro, depois o segundo. E segue gerando, meu Deus, por esses 50 anos de serviço a ti”, disse Macedo.
O site da Igreja Universal do Reino de Deus exaltou o megatemplo que replica em escala maior o templo descrito no Velho Testamento: “Pela primeira vez, bispos e pastores do Brasil e do mundo, juntamente com o líder e fundador da Universal, bispo Edir Macedo, estiveram unidos em uma só fé no maior Altar de Deus aqui na Terra, o Templo de Salomão”.
Frisando a crença de que o Templo de Salomão construído em São Paulo possui representação espiritual, o bispo afirmou em sua prece que deseja ver a obra como um referencial de fé para as pessoas: “Que daqui desse lugar venha emanar a luz do Teu rosto por todos os quatro cantos da Terra, onde quer que tenha alguém assistindo ou participando dessa transmissão. Que o mesmo Espírito da unção se estenda aos aflitos, feridos, cansados e sobrecarregados de injustiças. Todos, indistintamente, sejam tocados” (Publicado por Tiago Chagas em 22 de julho de 2014 ).
Assista, na íntegra, à primeira reunião da Igreja Universal no megatemplo:

terça-feira, 22 de julho de 2014

A VERDADE DIVINA NA BÍBLIA E SUAS MUNDANAS TRADUÇÕES: ESTUDO CRÍTICO DE ALGUMAS TRADUÇÕES DA SANTA BÍBLIA


Introdução




Porque a palavra de D’’us é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. (Hebreus 4.12)
A Bíblia Sagrada, livro-mor, regra de conduta e fé, a Palavra de D’’us e o Livro de Sabedoria dos cristãos de todo nosso vasto mundo é, sem dúvida, o livro mais lido, comentado, interpretado, combatido e perseguido de toda a história da humanidade. A Bíblia, cujo nome provém do termo biblia, o plural de biblio, i.e., livro, tanto em grego koiné quanto em moderno, está presente em todos os continentes, em mais de 350 países do mundo. O número de leitores ativos e passivos deste livro singular alcança a fenomenal marca de 4 bilhões de pessoas, quase dois terços da população mundial; seus escritos e poesias já foram traduzidos para todas as línguas oficiais e quase 8.000 dialetos e línguas não-oficiais já dispõem de toda ou parte da Escritura Sagrada.

Por ter tais características, a Bíblia compõe, então, a antologia de obras poético-históricas mais influenciadora do mundo. Civilizações ocidentais inteiras são baseadas em seus escritos: preceitos de ética e moral, fundamentos de direito e justiça, a organização social e familiar são inspiradas na Bíblia e aplicadas à Civilização Cristã Ocidental.

Portanto, quaisquer alterações, falhas e descontextualizações de interpretação e tradução do Cânone bíblico, influenciariam (positiva ou negativamente) dezenas de milhões de pessoas no mundo inteiro (principalmente ocidental - apesar da Coréia do Sul já ter, segundo estimativas, maioria populacional protestante). Tal influência pode ser, como muita vez o é, catastrófica, conduzir pessoas bitoladas a atos de extremo descontrole psicológico (regados com fanatismo), desrespeito de leis humanas em favor da Lei (aparentemente) divina etc.

Por este motivo preocupo-me, como muitos outros teólogos e estudiosos do Cânone bíblico, em trazer à atenção do leitor-cientista ou leigo curioso, relativizações de algumas chamadas “Verdades Absolutas da Bíblia”, por meio de comprovações de falhas e imperfeições no processo tradutório da Bíblia, ao longo de, pelo menos, 22 séculos.

Inadequações tradutórias na Bíblia:

Para começarmos, utilizaremos um dos mais clássicos exemplos da ineficácia da tradução da Palavra de D''us, o trecho de João 21.15-17, quando Jesus indagou a Pedro três vezes perguntando-lhe se o amava. Observemos o trecho em Português:


15 Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros.
16 Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas.
Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas.
Jesus pergunta a Pedro se ele o amava, e Pedro responde afirmativamente. Jesus o indaga uma segunda vez, e Pedro oferece a mesma resposta. Jesus, insistentemente, o questiona por uma terceira vez, e Pedro, já confuso ou irritado, o responde pela terceira vez. Por que teria Jesus insistido tanto nesta pergunta? Por que o indagou por três vezes usando a mesma pergunta?
Para respondermos, observemos o texto no original grego:


15 ote oun hristhsan legei tw simwni petrw o ihsouv simwn iwna agapav me pleion toutwn legei autw nai kurie su oidav oti filw se legei autw boske ta arnia mou
16 legei autw palin deuteron simwn iwna agapav me legei autw nai kurie su oidav oti filw se legei autw poimaine ta probata mou
17 legei autw to triton simwn iwna fileiv me eluphyh o petrov oti eipen autw to triton fileiv me kai eipen autw kurie su panta oidav su ginwskeiv oti filw se legei autw o ihsouv boske ta probata mou

Se observarmos os verbos sublinhados, podemos perceber que Jesus, na verdade, não fez a mesma pergunta e não obteve uma simples resposta. Em grego há pelo menos três verbos para o verbo português amar, ou três tipos diferentes de amor: éros, o amor carnal, de um homem para com uma mulher; filós, o amor entre irmãos, entre família, entre amigos; e ágape, o amor divino, perfeito, o amor de D''us para com os homens.

Neste sentido, Jesus pergunta a Pedro: “Tu me amas com amor divino, puro e verdadeiro?” e Pedro responde “Senhor, tu sabes que te amo como irmão.” Observe como o sentido intrínseco do texto foi completamente alterado com o auxílio desta elucidação. Poderíamos comparar tal situação a uma mulher, que após ver seu esperado marido chegar em casa depois de um longo dia de trabalho, pergunta “Você me ama?” e receber um mero “Eu gosto de você” como resposta.

Como poderíamos ter esta consciência diferencial em qualquer língua moderna ocidental (inclusive no próprio grego moderno) que utilizam apenas uma palavra para representar o complexo amor dos antigos? Somente os originais nos podem esclarecê-lo.

Este é um exemplo de quão frágil se torna nossa interpretação sem auxílio dos textos originais. Neste caso, observamos um processo de empobrecimento lexical, pois para três palavras gregas, só possuímos uma nas línguas modernas. O contrário, no entanto, também é possível, o enriquecimento lexical ocorre diversas vezes nas Escrituras Sagradas traduzidas. Observemos, como exemplo, este trecho de I Samuel 17.48-51:
48 Sucedeu que, dispondo-se o filisteu a encontrar-se com Davi, este se apressou e, deixando as suas fileiras, correu de encontro ao filisteu.
49 Davi meteu a mão no alforje, e tomou dali uma pedra, e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa; a pedra encravou-se-lhe na testa, e ele caiu com o rosto em terra.
50 Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou; porém não havia espada na mão de Davi.
51 Pelo que correu Davi, e, lançando-se sobre o filisteu, tomou-lhe a espada, e desembainhou-a, e o matou, cortando-lhe com ela a cabeça. Vendo os filisteus que era morto o seu herói, fugiram.

Esta história, uma das mais conhecidas da Bíblia, demonstra o quanto D''us pode usar-nos não pelo que somos, mas pelo o que Ele é. O Senhor usou David, um menino franzino e jovem para enfrentar um gigante de mais de 2,5 m de altura, com seis dedos em cada mão, que fazia tremer o chão e aqueles que o contemplavam. Contudo, este texto nos apresenta uma curiosidade: David, após ter atirado a pedra na testa do gigante, este caiu ao chão, como nos diz o versículo 49. No versículo 50 lemos que David, usando a funda e a pedra, sem uma espada nas mãos o feriu e o matou. Logo em seguida, no versículo 51, lemos que David “...tomou-lhe a espada, e desembainhou-a, e o matou, cortando-lhe com ela a cabeça.” Ora, já não matara David o gigante anteriormente sem a espada? Teria David matado o gigante duas vezes? Por que morreu o gigante? Pela espada ou a funda?

Se observarmos o original hebraico, encontramos rápido e facilmente, uma vez mais, a resposta para nossas perguntas interpretativas. A palavra hebraica traduzida por matou é a palavra twm (muth). Na língua hebraica antiga, tal palavra era usada tanto para matar quanto para colocar à morte, isto é, expor o inimigo à morte iminente, sem necessariamente matá-lo. O texto referido diz-nos, na verdade, que David, usando a sua funda, feriu o gigante, e este caiu em terra. Provavelmente por causa de sua enorme queda, o gigante permaneceu atordoado, sem nenhuma possibilidade de reação. Por isso, a vitória de David já era, naquele momento, certa. David tinha colocado Golias à morte, sem matá-lo. No versículo seguinte, a mesma palavra é utilizada, agora com o real sentido de matar, pois David toma a espada de seu inimigo e corta-lhe a cabeça.

Neste exemplo, vemos como as línguas modernas possuem artifícios lexicais mais amplos para uma única palavra na língua original. Paráfrases como “...e David colocou Golias à morte iminente” poderiam muito bem ser utilizadas pelos tradutores responsáveis por este trecho.
Em nossos próximos exemplos, veremos como uma única e singular palavra pode nos oferecer margens amplas para interpretações não-ortodoxas. Tais trechos utilizados apresentam interpretações próprias, que não devem ser levadas ao extremo do radicalismo hermenêutico, ou poderão ser absurdamente mal utilizadas e inconseqüentes. Estas seguintes interpretações demonstram apenas como podemos absorver mais dos textos bíblicos se utilizarmos as técnicas e métodos que nos oferece a Hermenêutica Semântica.

Em primeiro lugar, começaremos com a criação do mundo, quando D''us disse “Ura:h ta:w Myms:h ta Myhla arb tysar:b”, ou “No princípio criou D''us os céus e a terra.” O verbo hebraico barahsignifica muito mais que criar, como nos remonta os grafemas em português. Barah é fazer aparecer do nada, fazer existir algo onde nada existia. O homem não é capaz de tal coisa, ele apenas modifica seu meio. Por isso, o verbo barah é raras vezes utilizado com referência a um homem e, mesmo assim, em sentido figurado, denotando forças sobrenaturais como a magia.

Além disso, encontramos no trecho referido, o primeiro dos muitos nomes de D''us: Elohim. Ora, qualquer estudante com conhecimentos primários de hebraico sabe que a terminação -im serve ao plural masculino. O nome Elohim, portanto, pode ser considerado plural, melhor traduzido como os Deuses. Existiriam então outros deuses? Estão os politeistas certos? O contexto prova que não. A palavra Elohim é utilizada todas as vezes que D''us intervém de maneira extraordinária na vida humana e na natureza, como no dilúvio, na destruição de Sodoma e Gomorra e na expulsão do homem do paraíso. Neste sentido, podemos concluir que, quando D''us influencia na história da humanidade de maneira extraordinária, as três pessoas da Santa Trindade, O D''us Pai, O Filho e O Espírito Santo, estão juntos e mesmo antes da criação do mundo estes já existiam. Uma tradução que desse conta do real sentido deste pequeno e importante versículo seria: “No princípio os Deuses (a Santa Trindade) fizeram, do nada, aparecer os céus e a terra.” Observe quanto significado perdemos quando lemos nossas versões modernas, amputadas das mais diversas características semântico-históricas.

Ainda na criação e no primeiro capítulo de Gênesis, lemos, no versículo 5: , ou “Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.” A palavra traduzida como dia nas línguas modernas é a palavra hebraica Mwy (yom). Em hebraico moderno, esta palavra significa um dia de 24 horas (note que, de acordo com o calendário judaico, os dias podem ter algumas dezenas de minutos a mais ou a menos, dependendo das fases da lua). Porém, na Bíblia, a palavra yom serve para expressar um espaço de tempo, originalmente não definido. Na maioria dos contextos onde tal palavra é encontrada, os espaços relativos de tempo são posteriormente mencionados. Gênesis é um dos poucos livros onde a palavra yom aparece sem qualquer definição física de tempo, podendo variar de um dia de 24 horas a 100.000.000 de anos. Se considerarmos a metáfora feita pelo próprio D''us em Salmos 90.4: “Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.”, poderemos dizer que o mundo foi criado em 6.000 dias ao invés de em apenas seis, ou até mais. O fato é: como podemos negar os fatos históricos se estão diante dos nossos olhos? Como podemos negar a existência dos dinossauros, que nunca viveram simultaneamente aos homens, se temos os fósseis para provar? E quanto à teoria da evolução? Estaria ela, então, total ou parcialmente correta ou é apenas uma outra invenção de mentes maquiavélicas? Perguntas para as quais um dia terei respostas, ao contemplar o meu Senhor.

Uma outra palavra há que causa polêmicas discussões, principalmente entre os judeus sobreviventes: o tetragrama de D''us, as quatro letras hebraicas, cuja pronúncia não mais sabemos, que eram pronunciadas uma vez apenas ao ano, no Yom Kipur, pelo Cohen Gadol, o Sumo-Sacerdote, dentro do Santo dos Santos, parte sacra do templo, quando invocava o Senhor para oferecer-lhe sacrifícios. Os judeus nunca pronunciam este nome (“Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” [A palavra SENHOR em maiúscula foi utilizada para traduzir o tetragrama do texto original]), usando o nome Adonai somente em suas orações. Para qualquer outra situação, 
utilizam Hashem (literalmente O Nome, isto é, O Nome que não pode ser pronunciado) para se referirem a D''us. Note que a palavra D''us, Dio, Diós e Dieu das línguas latinas vernáculas têm sua origem na palavra usada para o deus pagão grego, Zeus. As palavras germânicas God e Gott originam-se de Good e Gut, i.e., bom. Observe que usamos palavras cujos significados intrínsecos não expressam a grandeza e o merecimento de D''us. Sabemos felizmente, porém, que o que Ele vê são nossos corações, nossa intenção, e não o que realmente realizamos.


Vejamos, em seguida, um dos Dez Mandamentos dados pelo Senhor a Moisés, que, segundo os judeus, é seu maior profeta: “Não matarás (Êxodo 20.13)”. D''us nos proíbe de matar nossos semelhantes, quaisquer que sejam. Ora, sabemos que D''us mandou os exércitos dos judeus à dezenas de guerras, D''us ajudou David a matar Golias, D''us matou milhares de pessoas em Sodoma e Gomorra. Seria D''us contraditório? Sabemos com certeza que não. O texto original nos demonstra claramente o propósito do Senhor: “xur al”. O verbo traduzido como matar nas línguas modernas ératsach, que quer dizer assassinar, e não matar. Lembra-se do verbo muth (matar) utilizado no trecho que fala sobre David e o gigante? Pois bem, aquele verbo denota o ato de matar, ou o de colocar alguém à morte eminente. O verbo ratsach denota a ação de matar um ser humano sem motivo satisfatório, ou seja, assassinar. A Bíblia diz “Há tempo para matar e para morrer”, mas nunca “*Há tempo para assassinar e para morrer.” O assassinar é um pecado condenado por D''us nos Dez Mandamentos, e não o matar, como todos acreditamos. Mais uma vez, só podemos compreender o sentido subjacente do texto com o auxílio dos escritos originais, pois as traduções não são capazes de fazê-lo por nós.
Um outro artifício do texto original que não pode ser ‘traduzido’ por quaisquer que sejam as técnicas são os símbolos tradicionais e históricos do povo em cuja língua um texto foi escrito. Por exemplo, imagine um estrangeiro que acaba de desembarcar no aeroporto do Rio de Janeiro e que se demonstra ansioso para praticar um pouco de seu imperfeito português com nativos locais. Ao tentar comprar uma máquina fotográfica dentro do próprio aeroporto, o turista indaga ao lojista sobre qual seria a melhor delas. O lojista sinceramente responde: “Essa aí não é uma Brastemp, mas quebra o galho.” O turista, atordoado, reconhece a expressão quebrar o galho, que significa serve para a ocasião, mas, e quanto à Brastemp? O paciente lojista explica, então, o significado de tal símbolo. Para nós, este símbolo nacional, veiculado por mídia a todo o Brasil (ainda) civilizado, é de domínio público, todos sabemos o que significa. Para um estrangeiro, soa como alienígena. Isto quer dizer que quando aprendemos uma outra língua, aprendemos também a história e a tradição do povo cuja língua estamos aprendendo.
O mesmo ocorre na Palavra de D''us. Observemos o Salmo 139:
1 “SENHOR, tu me sondas e me conheces.
2 Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.
3 Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.
4 Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.
5 Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.
6 Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir.
7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?
8 Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;
9 se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,
ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá (...).”

Este Salmo, mesmo depois do referido processo aniquilador de beleza poética, que é a tradução (o original hebraico é, sem dúvida, muito mais belo e carregado de sentimentos), ainda é, em minha opinião, um dos mais belos da Bíblia.

Foi escrito pelo rei David, como reprovação e resposta a falsos testemunhos, calúnias que estavam contra ele sendo proferidas. De acordo com o seu título em hebraico, o motivo específico de sua composição foi uma calúnia por parte de um homem chamado Simei (2 Samuel 16:5: “E, chegando o rei Davi a Baurim, eis que dali saiu um homem da linhagem da casa de Saul, cujo nome era Simei, filho de Gera; e, saindo, ia amaldiçoando.”).

O salmo denota a certeza do autor de que D''us o vigia e sabe o que faz, conhece o profundo de sua alma, o observa ao sentar e ao levantar, em qualquer parte que esteja, não podendo fugir da presença de Seu Espírito. Mesmo no céu ou em um abismo Ele lá estará. Mas, o que quer dizer ‘...Se tomar as asas da alva.”? Para responder tal pergunta, necessitamos de uma regressão ao passado do povo hebreu. Em tempos antigos, quando a poluição de fumaça proveniente de bombas e fogo em Israel não era predominante, os judeus diziam que ao acordar, pela manhã bem cedo, uma enorme nuvem pairava no céu, branca e estática. Esta desaparecia logo que o Sol nascia e não era mais vista durante todo o dia. No dia seguinte, porém, lá estava aquela nuvem gigantesca e estática sobre o povo de Israel. Os judeus acreditavam que um vento, um sopro do Senhor, deslocava a nuvem assim que o sol nascia. Esta nuvem contornava toda terra e voltava no dia seguinte para o mesmo lugar. O salmista, portanto, diz que, mesmo agarrando a manta da nuvem e contornando toda a terra, em qualquer parte do mundo, D''us mesmo ali estará. Observem como a beleza do salmo é prejudicada pela tradução. Este símbolo, uma metáfora belíssima, fazia parte do concenso comum dos judeus do passado, que nós desconhecemos a não ser que estudemos o contexto histórico do texto original.

Além dos símbolos, a tradição cultural e religiosa também não pode ser traduzida por quaisquer tentativas de adaptação lingüística. Um exemplo claro é demonstrado a seguir:


Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.
Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.
Chegando Jesus, encontrou Lázaro já sepultado, havia quatro dias.
E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!
Este trecho, que se encontra em João 11.5-10, apresenta uma das manifestações mais reais do poder do Filho de D''us, ressuscitando a Lázaro, que morrera há quatro dias. Sabemos que Jesus é a encarnação humana de D''us, e sendo D''us perfeito, Jesus também o é. Sendo perfeito, tudo o que fazia era perfeito, para todas as suas ações havia uma causa - e conseqüência. Por que Jesus demorou quatro dias para reencontrar Lázaro morto e ressucitá-lo? Se conhecermos as tradições judaicas, podemos chegar à resposta. Os judeus acreditavam que, quando alguém morria, seu espírito rondava seu corpo por três dias, e no quarto subia para o Hades. Se qualquer coisa sobrenatural ocorresse, certamente ocorreria dentro destes três dias, e nunca depois. Jesus, conhecedor das tradições de seu povo, demorou quatro dias para que todos vissem o poder de D''us manifestado através dele. As pessoas que contemplaram aquele ato certamente permaneceram maravilhadas com o poder daquEle homem-Deus. Mais uma vez, as traduções não são capazes de inferir tais conhecimentos históricos e tradicionais.



Conclusão

Vimos, assim, o quão falhas e pouco reveladoras as traduções da Bíblia Sagrada podem ser, em quaisquer das versões nas 8 línguas vernáculas modernas da Europa estudadas: alemão, inglês, holandês, português, espanhol, francês, italiano e grego moderno. Estas versões foram utilizadas como objeto de análise linguística a fim de provar que o ‘problema’ linguístico não está em um dado sistema, e sim no processo de tradução.

Infelizmente, os exemplos apresentados não são os únicos. Em 3 anos de pesquisa, pude encontrar aproximadamente outras 240 falhas tradutórias, de cunho lexical, sintático e semântico. Isto quer dizer que muitas hipóteses formuladas por clérigos despreparados linguisticamente, hipóteses estas que acabam por entrar no sensus comunis de muitos cristãos, podem ser verdadeiras ‘mentiras’ para as quais colaboraram as traduções.

Devemos portanto, manter um cuidado quase excessivo em interpretar este Livro a partir de suas versões nas línguas originais (sendo estes de boas fontes, que não são muitas). Confiar nas traduções que temos em mãos seria, portanto, uma decisão demasiadamente perigosa.

Parodiando Carlos Drummond de Andrade, que disse, certa vez: “Precisamos de menos literatura, e mais Shakespeare”, digo: “Precisamos de menos teologia, e mais Bíblia.” (Rafael Lanzetti (UFRJ)




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