NAZISMO E A IGREJA CATÓLICA.
É uma constante na história afirmativas no sentido de que a Igreja Católica simpatizava com a doutrina nazista e que o Papa Pio XII seria o Papa de Hitler. Na verdade, inicialmente, a Igreja olhou com bons olhos o nazi-fascismo, pois a questão era vista apenas por um ângulo. Para ela, o demônio era o comunismo, que levava os seus tentáculos para todos os cantos do mundo e a única força capaz de detê-lo era, a seus ver, a do chamado eixo Roma-Berlim-Tóquio. O nazismo seria o campeão contra o comunismo ateu...
A cumplicidade da igreja com o nazismo e o fascismo
Na Alemanha, em março de 1933, o Zentrum, partido católico, cujo líder é um padre (Ludwig Kaas), vota a favor de plenos poderes para Hitler (A lei habilitante, que se aprovada no parlamento, daria poderes ilimitados ao Executivo): Hitler pode assim atingir a maioria de dois terços necessária instituir uma ditadura. Com uma caridade toda cristã, o Zentrum (e o Vaticano) aceita também fechar os olhos pros crimes nazistas. Depois a igreja começa a negociar uma concordata com a Alemanha: nesse cenário, ela sacrifica o Zentrum, então o único partido significativo que os nazistas não tinham proibido. Na realidade ele tinha-o ajudado a chegar ao poder. Em 5 de julho de 1933, o Zentrum se dissolve sob solicitação do Vaticano (cujo Secretário de Estado era Pacelli, futuro Pio XII), deixando o caminho livre para o NSDAP de Hitler, então partido único (A Alemanha assinou a Concordata com o Vaticano em virtude dos votos importantes do Zentrum. Em suma, foi um clientelismo).Hitler declara-se católico no "Mein Kampf", o livro onde ele anuncia o seu programa político. Também afirma que está convencido ser ele um "instrumento de Deus"
Podemos acreditar que as idéias de Hitler não desagradavam à igreja. Hitler mostrará o seu reconhecimento tornando obrigatória uma prece a Jesus nas escolas públicas alemãs, e reintroduzindo a frase "Gott mit uns" (Deus está conosco) nos uniformes do exército alemão. Hitler também foi apoiado pela igreja protestante, a ponto dessa igreja criar o movimento nazi-protestante chamado "Deutsche Christen" liderado pelo pastor Ludwig Müller. Müller e outros religiosos (católicos e protestantes) se tornariam membros do NSDAP. O bispo Alois Hudal (membro do NSDAP), publica um livro que concilia vários aspectos do catolicismo com o nazismo. Ele defende visão arianizada do cristianismo. Hudal nunca foi condenado pelo Vaticano. Hudal mais tarde ajudaria nazistas a fugir da Europa.
Durante a 2ª guerra mundial, o Vaticano estava ciente das atrocidades nazistas. O papa Pio XII pensou em condenar os nazistas, mas desistiu por causa de seu anticomunismo ferrenho e achando que uma vitória russa seria pior (o Vaticano chegou a considerar a invasão da URSS por Hitler uma “cruzada contra o bolchevismo ateu”). Na rádio-mensagem de Natal de 1942, Pio XII critica o comunismo, ao contrário de Hitler e seus serviçais (Tiso,Pavelic, Pétain,Franco,Mussolini etc.). Ele falou em sua mensagem natalina das “centenas de milhares de pessoas que sem culpa nenhuma da sua parte, às vezes só por motivos de nacionalidade ou raça, se vêem destinadas à morte ou a um extermínio progressivo”, porém ele não citou as vítimas e nem os carrascos nazistas. O Vaticano ajudaria alguns perseguidos pelos nazistas quando viu que a derrota alemã era iminente. Depois da guerra, o Vaticano ajudaria Mengele, Eichmann e outros nazistas a fugirem da Europa através das "Ratlines".
"Os homens mais perigosos são aqueles que aparentam muita religiosidade,
especialmente quando estão organizados e detêm posições de autoridade,
contando com o profundo respeito do povo, o qual ignora seu sórdido jogo pelo
poder nos bastidores.
"Os pastores primitivos" observavam muito do antigo sistema babilônico,
além da Teologia judaica e da Filosofia grega. Todos eles perverteram
a maior parte dos ensinamentos de Cristo e de Seus apóstolos, construindo
as bases para a máquina do catolicismo romano, que estava por vir. Piamente,
atacaram, perverteram, acrescentaram e suprimiram da Bíblia.
"Esses homens chamados "religiosos", que fingem amar a Deus,
recorrerão ao assassinato, incitarão revoluções e guerras, se necessário,
em apoio à sua causa. São políticos ardilosos, inteligentes,
gentis e de aparência religiosa, vivendo em um obscuro mundo de segredos
, intrigas e santidade mentirosa".
( Dr. Alberto Rivera).
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