terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ser Pentecostal é bíblico? (parte 2)


O que é Pentecostalismo?

1. O que é pentecostalismo

O movimento pentecostal é o objeto deste estudo, por tal razão defini-lo é importante, daí fica a questão o que é o pentecostalismo? Esta seção tratará em definir e identificar o movimento, deve-se frisar que atualmente uma igreja pentecostal difere e, às vezes, em muito para uma outra igreja pentecostal, por isso, a matéria, aqui tratada, não significa que são praticadas por todas, mas que, de qualquer forma, são permeadas por todas. Do movimento, como um todo, se pode dizer que é o ensinamento de que os dons e sinais extraordinários, miraculosos, que o Senhor Jesus deu aos apóstolos e à igreja do primeiro século, narrados no livro de atos, são dados ainda hoje pelo Senhor, motivo que os crentes, da presente geração, deve ansiosamente buscar tais dons, pois eles são sinais de espiritualidade: 

A Igreja Pentecostal baseia sua fé e prática em certas experiências religiosas que estão registradas no Novo Testamento. Prega que todo cristão deve procurar estar “cheio do espírito santo”. A prova desse fato ocorre quando a pessoa “fala línguas”, isto é, fala língua que nunca aprendeu. O Novo Testamento refere-se aos discípulos falando línguas estranhas (de outros povos) no dia de Pentecostes (Atos dos Apóstolos 2) e menciona a ocorrência desse mesmo fato em outra passagem.

Os pentecostais acreditam também que podem receber outros dons sobrenaturais. Por exemplo, crêem que podem receber a capacidade de profetizar, de curar e de interpretar o que é dito quando alguém fala uma língua estranha. O Novo Testamento refere-se a esses dons em I Coríntios 12-14.

Sobre a organização administrativa, eles não têm um órgão centralizador administrativo de todas as igrejas pentecostais, que, neste caso, englobaria todas as denominações, inclusive até o termo pentecostalismo é bem amplo:

O pentecostalismo é um termo amplo que inclui uma vasta gama de diferentes perspectivas teológicas e organizacionais. Como resultado, não existe nenhuma organização central ou igreja que dirige o movimento. A maioria dos pentecostais se consideram parte de mais grupos cristãos, por exemplo, a maioria deles se identificam como pentecostais protestantes. Muitos abraçam o termo evangélico. O pentecostalismo é teologicamente e historicamente próximo do carismaticismo, uma vez que o influenciou significativamente, alguns pentecostais usam os dois termos indistintamente.

1.1. Origens
As primeiras manifestações pentecostais podem remontar até ao século XVIII, quando o metodismo foi implantado, Wesley, que foi quem implantou o movimento, ao comentar algumas pessoas, que entraram em êxtase em um de seus cultos, falou que essas manifestações poderiam ou não ser verdadeiras. Efetivamente o primeiro grupo de pentecostais conseguiu sua membresia nas igrejas Holiness Wesleyanas, um grupo de metodistas, e, em muitos casos, dos grupos renovados onde elas começaram (batistas, metodistas, presbiterianas) . Tecnicamente falando, a origem do pentecostalismo deu-se no século XX, Em termos de data, foi em 1901: “as igrejas pentecostais originaram-se no EUA, a partir de reuniões, para falar em línguas estranhas, que ocorreram numa escola bíblica em Topeka, Kansas, em 1901, e em uma igreja de Los Angeles em 1906 ”, este é chamado de pentecostalismo clássico: 

O Pentecostalismo clássico é o que começou em 1901 entre cristãos que se reuníam na rua Azusa em Los Angeles, EUA e simultaneamente em vários outros lugares na América do Norte. É a maior corrente pentecostal entre todas as demais, pois está conformada por organizações religiosas que se formaram naqueles anos e mantém manifestações espirituais e doutrinas similares.
1.2. Fases

No Brasil, o pentecostalismo começou em 1910, de lá para cá, o movimento teve três grandes frentes, ou fases, uma distinta da outra, na primeira, o foco foi a criação de denominações, neste período, começaram a fundação das primeiras igrejas pentecostais, que geralmente mantêm este entendimento de preocupação com o batismo com o espírito santo; na segunda houve a infiltração do movimento pentecostal nas igrejas protestantes, na Romana e nas Batistas, até pelo fato das igrejas tradicionais virem o movimento e manifestação dos carismáticos e quererem o copiar, nesta ocasião, que começaram a ter as igrejas renovadas, por exemplo, Igreja Batista Renovada; terceira foi a da pregação da prosperidade, daí mega cultos, mega igrejas e crescimento vertiginoso das igrejas, independente do que se pregue, dentro desta vertente, começou também o movimento g12, este último grupo é chamado de neo-pentecostal. Então basta você comparar tanto com o ensino pregado ou com a época de fundação da igreja pentecostal pode-se compreender em que fase, do pentecostalismo, ela está inserida: 

O movimento pentecostal pode ser dividido em três ondas. A primeira, chamada pentecostalismo clássico, abrangeu o período de 1910 a 1950 e iniciou-se com sua implantação no país, decorrente da fundação da Assembléia de Deus e da Congregação Cristã no Brasil até sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo, pela ênfase na crença no batismo no espírito santo e por um ascetismo que rejeita os valores do mundo e defende a plenitude da vida moral e espiritual.

Em 1932, foi organizada a Igreja de Cristo no Brasil em Mossoró (Rio Grande do Norte). Segundo o sociólogo Alexandre Carneiro, a Igreja de Cristo no Brasil seria a primeira denominação pentecostal organizada por brasileiros. A Igreja de Cristo divergiu das demais igrejas pentecostais, da primeira onda, ao seguir o dogma da “eterna segurança”, mais conhecida como perseverança dos santos. Esta também defende que o cristão recebe o batismo do espírito santo no momento da conversão e não como segunda bênção seguida de dons de línguas.



2- Doutrina e prática pentecostal e a Bíblia

(Dt 8:2; 13:1-5; Sl 66:10; 81:7; Is 8:20; Jr 5:31; 29:8,9; Mt 7:15,16; 18:7; 23:15; 24:4,5,23-26; Mc 13:21; Lc 2:35; 12:57; 17:1; 21:8; At 13:10; 20:29,30; Rm 2:24; 16:18,19; I Co 14:20,29; II Co 2:17; 4:2; 11:3,4,13-15,19;13:5-7; Gl 3:1; Ef 4:14; Cl 2:4-8; I Ts 5:21; II Ts 2:11; I Tm 1:19,20; 4:1,2,7; 6:5; II Tm 2:17,18; 3:13; 4:3,4; Tt 3:10; Hb 13:9; II Pd 2:1-3,18; I Jo 2:18,19,26; II Jo 1:7; Jd 1:4-16; Ap 2:2).
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” (I Jo 4:1).

O objetivo deste capítulo é testar o sistema doutrinário pentecostal, colocá-lo à prova para ver se ele está de acordo com o padrão que Deus estabeleceu, em Sua Palavra, todo crente deveria comparar todo ensino recebido, de quem quer que seja, com a Bíblia, se todos fizessem isso quase todos os problemas cessariam, partindo da premissa, é claro, de que seria cumprido o ensinamento bíblico e não o humano, a palavra provai, do verso-texto, traduz a palavra grega “dokimazo¯”, que significa testar, provar, examinar, escrutinar para ver se algo é ou não genuíno , no nosso caso, compará-lo com a Bíblia, para ver se ele é aprovado ou reprovado. Está escrito sobre uns crentes: “ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (At 17:11), esse acontecimento foi na cidade de Beréia e o pregador foi Paulo e, mesmo assim, os crentes bereianos não abriram mão de comparar com as Escrituras para realmente saber se o ensinamento era verídico. Assim deve ser o proceder de cada um, o crente que não faz isso desobedece a Bíblia, que por diversas vezes manda examinar o que é ensinado, ela ainda diz: “o simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.” (Pv 14:15), (cf Lc 12:57; At 17:11; Rm 16:19; I Co 14:29; I Ts 5:21; Ap 2:2).

A régua não poderia ser outra senão a própria Bíblia, nós também devemos diariamente medir a nós mesmos com a Palavra de Deus: “antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Sl 1:2), a meditação bíblica e a conformação com ela deve ser uma conduta frequente na vida do crente, justamente porque Deus estabeleceu Seus mandamentos para que eles fossem cumpridos, razão pela qual não podem ser alterados, sequer um milímetro: “tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás.” (Dt 12:32), (cf Dt 4:2; 13:18; Js 1:7; Pv 30:6; Mt 28:20; Ap 22:18,19) e nossa reação quanto aos alteradores é nos apartar deles: “se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.” (II Jo 1:10). No nosso caso, o pentecostalismo será posto à prova, ante a Palavra de Deus, para ver se o sistema é aprovado ou reprovado, este é o objetivo deste livro, com isso saber se Deus aprova, ou, como o indaga o título do livro, se Deus quer o pentecostalismo. (Continua...)

Partes do livro "DEUS QUER PENTECOSTALISMO?" de Robert Santos

(Fonte: A Congregação que está em Ferraz de Vasconcelos-São Paulo-Brasil)





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