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Exemplos não faltam. Todos nós estamos preocupados com a aprovação da PL 122/2006, a lei que condena a homofobia. Estamos preocupados não porque aceitamos a violência contra o homossexual, mas sim que uma lei produza o chamado “crime de opinião”. Ora, ser criminalizado por não concordar com o homossexualismo é um fascismo atualizado. Pois bem, cientes desses desvios ouvimos espantados a interpretação de alguns. Crentes “informados” estão espalhando pelas igrejas que se essa lei for aprovada os pastores serão obrigados a casar casais gays. Isso não existe. A lei é ruim e autoritária, mas não chega a tanto. Os pseudos entendidos sempre apelam para o sensacionalismo.
Outro exemplo. Os desastrados estudiosos gostam de citar palavras bonitas que nem eles entendem. Certa vez participei de uma cruzada em que o líder dizia mais ou menos assim: “Estamos nesse evento apologético pedagógico para a evangelização do bairro”. Alguém entendeu? O que as palavras “apologética” e “pedagogia” têm a ver com uma cruzada evangelística? Assim citam inúmeras palavras que não apresentam nenhuma ligação com a ideia repassada na frase.
E os especialistas em escatologia? Esses são os piores. Sempre bem “informados” eles aparecem com um notícia bombástica que certamente leram na internet. Já ouvi de um pregador que o anticristo já nasceu e está escondido por uma seita satanista em algum ponto da Europa. Que informação privilegiada, hein? Falam com tanta convicção que os novos convertidos ficam perdendo tempo com os argumentos desses especialistas em coisa alguma.
O intelectualismo profundo como um pires de alguns é uma consequência direta da educação brasileira. Boa parte da população não sabe interpretar um simples texto. O número de analfabetos funcionais é espantoso. Assim, pessoas incapazes de entender um parágrafo se tornam especialistas na Bíblia e no ensino teológico. Outro agravante é que os evangélicos leem pouco. Leem pouco a Bíblia, comentários, tratados teológicos, mas se emporcalham com livrecos de autoajuda de quinta categoria. E assim se acham a última bolacha do pacote.
Estudar é preciso. Mas é necessário uma boa base. Como fazer uma faculdade aquele que praticou um péssimo ensino médio? Como estudar teologia e suas línguas originais quando não se conhece nem o vernáculo pátrio? É muito complicado. É preciso transformar a educação deste país e da igreja tupiniquim.
((Fonte: Teologia Pentecostal-Gutierres Siqueira)
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